Segunda-feira, Setembro 12, 2011
"Não quero medir a altura do tombo..."
por Rena *** 19:25
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Quinta-feira, Agosto 04, 2011
Missing his voice for two years...bad week ahead...
:(
por Rena *** 07:10
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Terça-feira, Maio 17, 2011
1.000 dias de namoro! Huhuhu!!
por Rena *** 18:21
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Domingo, Maio 15, 2011
"_E a gente sabe que, quando Jesus voltar, nós vamos reencontrar essas pessoas...
_Tipo...o tio?"
O sorriso que ela deu depois da confirmação...sem comentários.Graças a Deus pela esperança que nós temos.
por Rena *** 11:24
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Sábado, Abril 30, 2011
Depois de quase 14 anos, devido a um acidente infelicíssimo e totalmente evitável, perdi minha bíblia...muito, muito triste :(
por Rena *** 22:28
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Quarta-feira, Abril 20, 2011
E o dia passou.
por Rena *** 23:13
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Sábado, Abril 16, 2011
Meu sangue não é de barata. At all.
por Rena *** 22:05
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Terça-feira, Abril 12, 2011
Todo dia, quando estou arrumando minha cama pela manhã, já fico imaginando a hora de voltar pra debaixo das cobertas e me dá aqueeeela preguiça saudável...amo os minutos anteriores, quando sei que dali só saio depois de oito horas.
"Please don't wake me
No don't shake me
Leave me where I am
I'm only sleeping"
por Rena *** 21:31
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Domingo, Abril 10, 2011
Especialmente desde que entrei na faculdade, sinto que Deus tem guiado minha vida de modo bastante visível. A entrada no meu trabalho foi, literalmente, miraculosa e, quando comecei, jamais pensei que aquilo que me causava tédio e tristeza pudesse um dia tornar-se motivo de grande felicidade e comprometimento. Essas útltimas semanas foram boas. Muito boas. Novamente senti Deus ao meu lado; tanto que até dei risada sozinha. Obrigada, Senhor, por tantas bênçãos, sem eu merecer.
por Rena *** 22:07
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"Eu te amo! Queria ter nascido da tua barriga!"
por Rena *** 21:35
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Domingo, Abril 03, 2011
Bandeiras a meio mastro me comovem. Não é fácil ser digno delas e quem realiza o feito nunca tem oportunidade de presenciar o reconhecimento.
por Rena *** 21:08
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Quinta-feira, Fevereiro 10, 2011
Aaaai, que saudades do meu pai! E já se foi um ano e meio...que absurdo.
por Rena *** 14:48
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Terça-feira, Fevereiro 01, 2011
Eu odeeeeio o forno aqui de casa! ODEIO!
por Rena *** 19:14
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Quarta-feira, Janeiro 26, 2011
Ai, fiquei sozinha agora à noite em casa..não gostei! Hoje o dia foi meio complicadis. E o pior é que amanhã não tende a melhorar. Só Deus!
por Rena *** 22:05
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Domingo, Janeiro 16, 2011
Hoje estava ouvindo umas músicas antigas. Entre elas, esta:
"(...) No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz..."
por Rena *** 22:08
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Terça-feira, Janeiro 11, 2011
.
por Rena *** 21:14
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Segunda-feira, Janeiro 10, 2011
Esse mês não é fácil. Definitivamente.
por Rena *** 18:04
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Sexta-feira, Dezembro 31, 2010
Feliz ano novo!
por Rena *** 17:26
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Domingo, Dezembro 19, 2010
Último dia de férias. Amarguei.
por Rena *** 18:07
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Domingo, Dezembro 05, 2010
Gripe nãããããão!
por Rena *** 23:27
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Segunda-feira, Novembro 29, 2010
Féééérias! Ai, que coisa boa! Bom, exceto o fato de minha mãe ter me ligado às 7h30...esqueceu que eu não estaria acordada tão cedo...mas tudo bem. Assim o dia rende mais, não é mesmo? Momento "always look at the bright side of life".
por Rena *** 10:31
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Quarta-feira, Novembro 10, 2010
Deus é muito bom! Obrigada, Senhor, por esse dia! Até o que estava erradíssimo Ele consertou!
Cansada, mas feliz.
por Rena *** 18:38
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Segunda-feira, Novembro 08, 2010
Num dia desses estava ouvindo umas músicas de faz tempo e me deparei com esta...ai, que saudade! Só ouvi na versão da Belô Velloso. Gosto muito!
CANÇÃO SEM SEU NOME - ADRIANA CALCANHOTTO
Eu vi você atravessar a rua
Molhando a sombra na água
Eu vi você parar a lagoa
Parada
Você atravessou a rua
Na direção oposta
Pisando nas poças
Pisando na lua
E a poesia refletida ali me deu as costas
E pra que palavras
Se eu não sei usá-las
Cadê a palavra que traga você daquela calçada
Você atravessou a rua
Na direção contrária
E a poesia que meu olho molhava ali
Quem sabe não me caiba
Quem saiba seja sua
Ali atravessando a chuva
Toda lagoa parada
Você na direção errada
E eu na sua
por Rena *** 20:38
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Segunda-feira, Outubro 25, 2010
Ééééé...não. Vamos praticar o desapego no 1, 2, 3 eeeeee...já!
E mais uma certeza que trocou de lado...
por Rena *** 18:13
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Quinta-feira, Outubro 21, 2010
"Se existe o tempo, tanto passado, presente e futuro, refletem no momento presente, no 'aqui e no agora'".
...
Escolha ou alternativa consiste num processo mental de pensamento envolvendo o julgamento dos méritos de múltiplas opiniões e a seleção de uma delas para ação. Alguns exemplos simples incluem decidir-se levantar pela manhã ou voltar à dormir, ou escolher um determinado trajeto para uma viagem. Exemplos mais complexos (freqüentemente decisões que afetam crenças pessoais) incluem a escolha de um estilo de vida, filiação religiosa ou posição política.
...
por Rena *** 22:08
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Quarta-feira, Outubro 20, 2010
26 meses, já? Que bastante! Te amo, Eder!
por Rena *** 22:27
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Terça-feira, Outubro 19, 2010
Amo a primavera! Andar na rua ouvindo os passarinhos...
por Rena *** 22:04
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Estou cansada! Tenho alguma coisa na garganta que não sei o que é. Acordei com uma voz hor-rí-vel de homem, mas foi melhorando ao longo do dia. Bom, parou de falhar, pelo menos, mas ainda está grave pra chuchu...e doendo. Aaaai, que coisa! Mas vou tomar o superfamoso - aqui em casa - Megamel: mel com extrato de própolis, eucalipto, sucupira, copaíba, alho, guaco, agrião, tansagem e romã. Aeeeeee! Um verdadeiro clássico. E melhora, viu? Só espero que não esteja ficando resfriada. Não estou no clima.
por Rena *** 21:59
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Domingo, Outubro 17, 2010
Fomos ver "Tropa de Elite 2". Sei que não é novidade, mas AMEI! Que filme incrível.
por Rena *** 22:05
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Quarta-feira, Outubro 13, 2010
Fer, feliz aniversário!!
por Rena *** 22:55
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Quarta-feira, Outubro 06, 2010
Parabéns pra mim! Eeeeee!
por Rena *** 13:50
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Terça-feira, Outubro 05, 2010
Último dia com 23 anos! Haaaaahahahahaha!
E hoje é aniversário do meu cunhado. Parabéns, Eduardo!
por Rena *** 21:51
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Segunda-feira, Outubro 04, 2010
por Rena *** 07:36
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Domingo, Setembro 26, 2010
Pois é. Agora é esperar a segunda-feira. E só.
por Rena *** 17:16
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Terça-feira, Setembro 21, 2010
Casal que sobe em árvore unido permanece unido...haaaahahaha!
por Rena *** 17:44
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Segunda-feira, Setembro 20, 2010
“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais”. Jeremias 29:11
Obrigada, Senhor!
por Rena *** 21:55
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Quarta-feira, Setembro 15, 2010
Lá no trabalho, ao invés de oito estamos em quatro pessoas...um sucesso! Cada dia é mais incrível do que o outro. Segunda quis chorar e hoje queria me atirar no chão e não levantar mais. Socorro!
Poucas coisas ajudariam a melhorar o ânimo e...rien. Pois é, numa semana tão cansativa, era o que eu menos precisava, viu? Mas tuuudo bem.
por Rena *** 18:16
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Domingo, Agosto 22, 2010
O amor é lindo!
por Rena *** 10:24
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Sábado, Agosto 21, 2010
!!!
por Rena *** 22:26
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Sexta-feira, Agosto 20, 2010
De repente do pranto fez-se o riso
Barulhento e colorido como o mar
E da espuma fizeram-se as bocas unidas
E do espanto fizeram-se as mãos espalmadas
De repente do vento fez-se o fogo
Que dos olhos acendeu a primeira chama
E do pressentimento fez-se a paixão
E do drama fez-se o momento imóvel
De repente, não mais que de repente
Fez-se amante o que se fez de triste
E de contente o que se fez sozinho
Fez-se do distante o amigo próximo
Fez-se de uma aventura errante a vida
De repente, não mais que de repente
E desde esse de repente já se foram dois anos.
Eu te amo muito, amor!
por Rena *** 07:22
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Terça-feira, Agosto 10, 2010
Nunca um ano passou tão rápido. Nunca algo foi tão lembrado. Nesses dias todos, não teve um em que não tenha pensado no meu pai. Percebi que ainda não me conformo. Continua esquisito, sinto falta do assobio, da risada, da berinjela recheada, do perfume, dele sentado no sofá, do pão de queijo quentinho no café da manhã, do "aloam", das histórias contadas milhaaares de vezes, das conversas. Das brigas não, mas das discussões.
Quem nunca me deixou faltar nada, hoje é tudo o que me falta. A saudade é praticamente imutável como suas opiniões. A dor, oscilante como seu humor. E o rombo no meu coração é proporcional ao seu tamanho.
"Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi"
Um ano sem meu pai. Tudo parece pela metade.
por Rena *** 07:39
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Segunda-feira, Agosto 09, 2010
O Rio de Janeiro continua lindo!
por Rena *** 18:36
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Quarta-feira, Agosto 04, 2010
.
por Rena *** 22:47
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Sexta-feira, Julho 30, 2010
A partir dessa semana, cada dia foi um dia: o dia que ele foi ao hospital, o dia que ele se sentiu melhor, o que foi ao hospital novamente, o da viagem, o dia que ele almoçou, o dia que cheguei de viagem e ele parecia inconsciente, o dia que ele foi para o hospital, o dia que eu não pude vê-lo, o último dia que conversou comigo, o entubamento, a falta da barba, a melhora, a piora, a estabilidade, a complicação, o dia dos pais, a triste certeza e o telefonema. Daqui a pouco fará um ano e a dor e a saudade parecem companheiras eternas.
por Rena *** 18:04
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Segunda-feira, Julho 26, 2010
Aprendi que Fábio se soletra Fê-a-fá-bê-bi-ó e que o Egito é, na realidade, Ééégito. Que esvaziar é desencher e que um bom pudim se faz com muuuito amor, o que faz dele "o melhor pudim do mundo". Que a vida é curta, mas, se bem vivida, nunca esquecida.
"Os que morreram na esperança
Da volta de Jesus
Receberão a boa herança
Partilharão de sua luz
E nós, os que ficamos
Confirmemos nossa fé
Pois Cristo é garantia
O reencontro certo é
Bem-aventurados todos
Que desde agora e até o fim
Dormem no Senhor
Suas obras vão com ele,
Sua coroa está guardada
Será o fim de toda dor
Bem-aventurados todos
Que dormem no Senhor"
por Rena *** 19:18
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Terça-feira, Julho 20, 2010
Amor, rumo aos dois anos, hein? Haaahahaha! Te amo muito!
Beijos!
PS: parabéns!!
por Rena *** 23:13
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Quinta-feira, Julho 15, 2010
Ano passado dei um chocolate para o meu pai. Ele amaaaava chocolate. Era dia do homem e ele não sabia. Ficou todo feliz e eu também. Foi o último presente que dei a ele. Que isso me ajude a lembrar de nunca perder a oportunidade de demostrar carinho às pessoas que amo.
por Rena *** 20:15
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Terça-feira, Julho 13, 2010
O texto já tem um mês, mas não perde a importância. Sabe aquelas crônicas no final da Vejinha? Então, estava lá.
Dia dos desnamorados
Por Ivan Angelo | 09/06/2010
A palavra não existe, mas existem as pessoas que se encaixam nela. Desnamorar é fazer os movimentos contrários aos que fazemos para namorar. É um processo, um desenrolar- se, um movimento para acrescentar a cada dia uma pedra na construção de uma barreira — sim, o desnamoro é uma construção.
Se namorar é a desconstrução do outro, no sentido de desmontar defesas pouco a pouco, descobrir e desativar resistências, abalar certezas e hábitos, desconectar antigas cumplicidades, minar a independência, desnamorar é uma construção. De um muro, ou de uma torre.
Muro é boa imagem, porque separa, põe limites, marca território. Torre talvez seja ainda melhor, mais completa, porque isola e coloca no alto, torna mais difícil alcançar quem desnamora.
Para desnamorar, é fundamental a colaboração entre os parceiros, ainda que de um lado a ajuda possa ser involuntária ou passiva. É preciso desleixo, descuido, falta, decepção. Entre os movimentos contrários aos que os parceiros fizeram para namorar, os mais importantes são os contrários à sedução. Nem precisa ter pressa, é ir parando aos poucos de seduzir.
Muitas vezes o casal não sabe que está desnamorando, é mais certo dizer que um deles não sabe, mas pode acontecer de os dois não saberem.
Um namoro é sustentado por pequenas ações charmosas; ao contrário, gestos pequenos de indiferença arquitetam o desnamoro. Beijinhos, presentinhos, bombons de cereja, mensagens no celular, declarações, essas coisas do namoro vão sumindo aos poucos.
Nada daquelas atenções mínimas que pareciam loucuras, como sair do carro no meio do trânsito só para dar mais um beijinho, telefonar de madrugada porque bateu uma saudade, levar um osso no aniversário da cachorrinha, nada disso, e muito menos as grandes maluquices de apaixonado, como jogar pétalas de rosas vermelhas de um helicóptero em cima dela, da casa dela, do quarteirão...
É preciso não ter explicações para certas ausências, ou então explicar pela metade, ou mesmo inventar desculpas esfarrapadas só para levantar suspeitas e piorar o clima.
Não reparar no novo corte de cabelo, nas unhas pintadas, na virilha depilada, nos quilos a menos conseguidos com tanto esforço e renúncia, na redução da barriga de cerveja, no tempo dedicado ao futebol, na palavra amor jogada no meio da conversa banal.
É dizer “não tenho” quando falta um dinheiro. Numa balada ou no barzinho, ficar olhando em volta, em vez de ter os olhos grudados como em outros tempos. É o aflorar da rispidez no lugar da gentileza, o não ouvir ou fazer que não ouviu, o bater de portas, o pisar duro, o conversar de perfil, o jantar só, o silêncio no carro, o não deixar bilhetinho, o não procurar, o dormir antes da chegada do outro.
Não ter tempo para ver aquele filme de que todos estão falando. Isolar-se no almoço de domingo na casa da mãe ou da sogra. Não perguntar “quem está ganhando?” ao passar pela sala na hora do futebol, não que interesse, mas como uma forma de dizer “olá, você”.
Os que têm filhos ou netos vão se acostumando aos poucos com o desnamoro, porque, ah, tanta coisa para fazer, encontram tantas compensações afetivas com os filhos — e contentam-se, deixam-se levar para esse lado, mesmo quando sabem que é amor de outra qualidade.
Uma coisa que não tem importância para os desnamorados é não ganhar presente no Dia dos Namorados.
por Rena *** 21:05
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Sexta-feira, Julho 09, 2010
Nesse fim de semana, o abandono é total. Amor...volta logo...aaaai, que desgosto!
por Rena *** 21:13
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Um dia desses estava olhando um livro de receitas (amo) e encontrei numa página umas anotações do meu pai:
Eu sempre achei a letra dele muito bonitinha. Chorei quando vi, é claro. Que saudade!
por Rena *** 21:08
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Quinta-feira, Julho 08, 2010
Aaaai, que coisa voltar à rotina, não? Acordar cedo...mas está bom, está ótimo.
por Rena *** 07:28
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Sexta-feira, Junho 25, 2010
Vai, Brasil!
por Rena *** 10:06
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Sexta-feira, Junho 18, 2010
Nããão, o Saramago morreu! Puts...que droga! A verdade é que eu gosto do jeito que ele escrevia. Falou tanto de Deus (mal, é verdade), que só posso ver um grande incômodo da parte dele em relação à fé, que ele não tinha. Uma pena!
"(...) Mas a morte não tem nada de cruel, a ela, tirar a vida às pessoas basta-lhe e sobeja-lhe."
por Rena *** 10:04
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Quinta-feira, Junho 17, 2010
"(...) Vulesse arravuglià 'sta luna cu 'na funa
Pe m'a purtà luntano
Pe m'a purtà luntano
Addo''o cielo che è cielo
Nun se fai mai scuro (...)"
por Rena *** 13:52
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Hoje fiz meu almoço, que progresso! O arroz deu certo...que emocione!
por Rena *** 13:48
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Sábado, Junho 12, 2010
Feliz dia dos namorados!
Amor, te amo demais, demais, demais! Milhões de beijos!
por Rena *** 22:28
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Quinta-feira, Junho 10, 2010
A semana está boa. Corrida! Hoje teve bastante trabalho, gosto muito, o tempo passa voando. Amanhã é o último dia. Tudo tão rápido! Segunda-feira, depois de um ano e meio, férias. Nem me lembro como é isso..hahahaha!
por Rena *** 18:15
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10 meses. É muito tempo. E o "como é possível?" não sai da cabeça.
por Rena *** 18:14
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Sexta-feira, Junho 04, 2010
Último dia no meu trabalho. Bom, no local onde estava, apenas. Depois de quase quatro anos, não poderia não ser esquisito. Segunda-feira não posso me esquecer de que não é para lá que eu vou! O caminho será outro, as pessoas também. Mas o meu Deus é o mesmo e, se Ele está comigo - do que estou mais do que certa -, não há o que temer.
"Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei" (Mateus 25:21).
por Rena *** 21:26
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Terça-feira, Junho 01, 2010
Lembrando das aulas de Psicologia Social.
O HOMEM ESTATÍSTICA
Por Eliane Brum
Os novos pobres brasileiros vivem nos grandes centros urbanos, têm experiência profissional, são casados e chegam a ficar um ano desempregados. Hustene Pereira é um deles. Foi apontador de indústria, operador de produção, auxiliar de escritório e até garçom. Há quase cinco meses procura um emprego.
Hustene Pereira ficou pobre quando descobriu que não poderia mais comprar Danoninho. Nem biscoito recheado, leite condensado, refrigerante, cerveja, salsichas, margarina light. Entre ele e as promessas dos anúncios da televisão se instalara um abismo. As necessidades que durante décadas aprendera a cultivar de repente haviam retornado à essência de fumaça. Hustene ficou pobre quando perdeu os símbolos de sua vida. Primeiro, foi a carteira de trabalho, que já não servia para nada. Depois a experiência profissional se esvaziou de significado nas filas do desemprego. Em seguida, teve o cartão de crédito arrancado, o talão de cheques bloqueado, o plano de saúde encerrado. Quando Hustene percebeu, não tinha perdido só o Fusca 1970 para o agiota e 30 dos 32 dentes da boca. Haviam lhe roubado a história. Tinha traído o pai e os filhos, pregado na cruz da exclusão da nova pobreza brasileira.
O Brasil urbano e metropolitano, consumidor de valores e produtos, não chafurda no mangue de Josué de Castro nem peregrina pela terra calcinada de João Cabral de Melo Neto. Despenca, sim, nas ruas das metrópoles que a literatura germinada na pobreza recém-pressente, fascinada ainda pelo que há de clássico – e brutalmente imutável – no brasileiro miserável, nutrido de vermes e descalço de sapatos e letras do nordeste sertanejo, das barrancas ribeirinhas da Amazônia e de berços geográficos da fome como o Vale do Jequitinhonha.
Foi desse mundo e dessa literatura descarnada que a dinastia de Hustene Alves Pereira veio nos anos 60, com o pai e o avô, do Rio Grande do Norte para a cidade de Osasco, na periferia de São Paulo. E engravidou-se de subjetividades outras para montar um novo retrato. Não em preto e branco, mas radicalmente colorido como as imagens da televisão. Marcado em sua vida pelo dia inesquecível em que ele, office-boy, entrou nas Lojas Columbia com o dinheiro para comprar uma TV colorida para a mãe. Sujeito de sua história, sentou-se num bar e tomou uma cerveja para comemorar. Depois pegou um táxi e acendeu um cigarro. “Última geração”, disse ao motorista. “Digital. Basta tocar os dedos e o canal aparece.” Foi assim, na troca de uma Semp preto-e-branco por uma Sharp em cores, que o clã familiar abandonou as raízes clássicas e ingressou em outra sociologia, deixou o rastro de migrante nordestino e instalou-se definitivamente no anel metropolitano da maior cidade brasileira.
Hustene Pereira está desempregado: como 17,6% dos moradores em idade ativa da São Paulo metropolitana, como 11,3% das pessoas com 40 anos ou mais, como 19,4% dos que têm ensino fundamental incompleto e como 10,4% dos chefes de família
Por isso, quando Hustene se descobriu pobre, o fez com todas as cores. Antes sua estirpe acreditava que nada tinha – e o que queriam era só mais água e menos fome – porque Deus os havia feito de um molde de sofredores. Primeiro o pai, Raimundo e metalúrgico, e depois Hustene, no serviço limpo do escritório das indústrias, construíram uma nova gênese. Dos verdadeiramente despossuídos, porque possuíram e perderam. Hustene tornou-se muito mais pobre que seus antepassados descritos no cinema de Nelson Pereira dos Santos.
Esse é o retrato de Hustene, um brasileiro de 42 anos, conhecido na vizinhança como Pankinha porque um dia teve pose. Dono hoje apenas dos signos que ainda não lhe saquearam: Corinthians e Nossa Senhora de Fátima. Corinthians, ele acredita, nasceu com ele, imiscuído clandestinamente em seu DNA sem que o pai são-paulino percebesse. Desde 1974 ele monta álbuns gigantes, construindo com recortes de jornal a própria versão da história do “timão”. Não se limita aos jogos, mas acompanha a vida dos jogadores, os filhos que nascem, os casamentos que se fazem e desfazem, as louras peitudas que se sucedem na vida de cada um.
Nossa Senhora de Fátima despontou em seu caminho quando o terceiro dos quatro filhos nasceu meio morto e ele abriu a Bíblia em busca de um sinal. Intimou: “Se for para me trazer felicidade, faça com que sobreviva. Se não, o leve embora”. Diego vingou e já saiu do hospital circunspecto, adulto antes mesmo de lhe aparecerem os dentes, por conta dessa responsabilidade toda que lhe pesava sobre as costas, lavrada com ninguém menos que a mãe do Salvador. Aos 14 anos hoje, assumiu o lugar do pai no sustento do lar sem que ninguém lhe pedisse. Gasta os dias descarregando caminhões abarrotados com 650 galões de 20 litros de água cada um e entregando-os de casa em casa. Pela labuta recebe R$ 15 por semana, depositados na mão da mãe a cada sábado para comprar o feijão, o arroz e o ovo da resistência nutritiva da família.
Ao voltar de cada jornada de trabalho, tem tempo apenas para o banho antes de despencar para a escola noturna em que cursa o primeiro ano do ensino médio na esperança de tornar-se arqueólogo. Ao vê-lo voltar da lida, o pai afoga-se no suor da camisa do filho e admite: “Agora você é o homem da família”. Pede dinheiro para o cigarro e depois chora. Então pega o diário e escreve a Nossa Senhora. Foi a ela que contou, em 14 de outubro de 2001: “Um dia, mãe, irei vencer na vida com certeza”. Disse isso alquebrado, porque, depois de progredir por toda a década de 80, superando os R$ 1.000 líquidos de salário, foi deslizando o despenhadeiro dos 90, encerrando o século e o milênio mal alcançando os R$ 700 brutos, esfalfado de horas extras em empregos com avareza de benefícios. Dois dias depois de anunciar à santa a certeza de seu sucesso perdeu o emprego.
Na abertura de 2002, acuado no único quarto da casa, fugiu dos fogos porque descobriu que para alguns o ano não termina. “Querida Nossa Senhora de Fátima. Início de um novo ano. Espero poder arrumar um novo emprego o mais urgente possível. Não comemorei a entrada de ano porque sem dinheiro, emprego, comemorar o quê? Só comemorei porque estou vivo”, escreveu na primeira página. E assim foram se sucedendo os dias sem que as dores se alternassem. “Querida mãe, hoje, como era de esperar, o primeiro dia útil, os meus cobradores não se esqueceram de mim. Tudo bem, eu devo e quero pagar, mas como, se nem emprego eu tenho?”, no dia 2 de janeiro. “Sabe, mãe, as coisas estão tão difíceis que não sabemos mais o que fazer”, no dia 8. “Estou ainda ‘desempregado’, esta palavra causa medo, vergonha e incrimina qualquer pessoa de bem. Espero um dia poder me livrar desse mal”, no dia 14.
À medida que os dias vão escorrendo, a letra de Hustene, tão orgulhoso da caligrafia e do ginásio tirado quase até o fim, vai piorando, esparramada pelas páginas em vogais e consoantes gordas de dor e quase tão indecifráveis como a realidade que o abalroou. “O mundo é um moinho, vai triturando a gente e fazendo da gente uma farinha. Moendo, moendo. E de nós uma escória granulada.” Hustene desenha então seu auto-retrato em traços de melancólica ironia. Na sacada da casa de três peças que não conseguiu terminar, enquanto os adolescentes dormem no chão da sala, embrabece com Nossa Senhora na madrugada. “Mãe, se faltar o feijão e o arroz na mesa eu vou ao supermercado, entro correndo, sem armas porque só tenho um estilingue, e vou preso porque roubei para a minha família comer”, desabafa. “Não faço mal pra ninguém, tou ferrado, família passando o que tá passando, tou vendo meu filho ralando pra trazer pão pra dentro de casa. Por que as portas estão se fechando?”
Nessas madrugadas solitárias, Hustene arrisca-se a debruçar-se sobre a sacada porque sabe que ninguém o verá. “De dia fico escondido. Tenho vergonha que alguém me veja e pense que sou vagabundo”, explica. À noite ele assoma, como um vampiro, um boitatá, criatura deformada por maldição – a dele, a do desemprego e da pobreza –, marcado como um chefe de família decaído, que perde o lugar na luz do sol e na casa quando não consegue mais cumprir sua função.
Quando o primeiro ônibus carregado de trabalhadores passa na esquina, às 4 horas, Hustene vai dormir derrotado. Acorda com a campainha do telefone, que só recebe ligações porque a conta foi cortada. A voz feminina do Itaú cobra a dívida do empréstimo e do cartão de crédito, numa rotina encerrada sempre com a mesma resposta. “Sou brasileiro, minha pátria é caloteira, puxei à minha mãe. Pode botar no SPC.” Em seguida suspira, pede perdão a Raimundo, o pai, por ter se tornado mau pagador. Quando a esposa, Estela, foi fichada no SPC por não ter pago as prestações do conjunto de sofás verdes da sala, atravessou a cidade para informar que o nome correto não era “Estelita” como registraram, mas Estela.
Depois Hustene despe a camiseta do Corinthians “para não discriminarem no caso do patrão ser do Santos, Palmeiras ou São Paulo”. Enverga a camisa em tom pastel de procurar emprego, o único jeans. Calça o último par de sapatos, bem engraxados na véspera. Estela coloca em sua mão o dinheiro do ônibus. É ela quem administra a escassez com a precaução de deixar sempre na carteira 20 centavos, na certeza de que darão cria. Hustene parte sobre rodas, um luxo, para não chegar suado ao Centro de Solidariedade ao Trabalhador, mantido pela Força Sindical, em Osasco, diante do qual se formam todos os dias filas de centenas em busca de uma vaga. Vão todos e Hustene tecendo utopias sobre o dia em que pegarão o emprego de presidente da nação e assinarão a carteira do Brasil inteiro.
Ao entrar no prédio, ele deixa de rir. Acostumou-se a esconder o vazio da boca para não espantar um improvável empregador. Duas horas depois está no topo do edifício, escutando a psicóloga. Já ouviu o mesmo discurso sete vezes. “Bom dia”, ela diz. E pede que todos repitam mais alto e mais alto, com a certeza de que as chances de conseguir uma vaga são diretamente proporcionais à alegria espontânea do desempregado. “As empresas são caça-sorrisos”, garante ela, para desespero de Hustene, que instintivamente leva a mão aos lábios e sente-se banido do mercado de trabalho para todo o sempre, sem dinheiro sequer para uma prótese. “Qual é o objetivo de todos nós? Não é chegar ao topo? Degrau por degrau”, segue ela. E um “é” mais alto e mais alto emerge das gargantas cadeadas pelo desespero. A psicóloga inspira-se em “um tal de Roberto Shinyashiki”.
Logo Hustene descobre que está malvestido para aquela festa. “Jamais calça jeans”, decreta a moça. Por sorte, a camisa pastel está corretíssima para a fashion week do desemprego. Mas o maço de Hollywood dele não deve assomar de jeito nenhum. Hustene e os seus ainda são obrigados a bater os pés e as palmas várias vezes antes de ser dispensados. “Trabalhador se vê pela carteira”, murmura, magoado. Mais uma hora e lá está ele diante da lourinha do guichê. Só há uma vaga de auxiliar de serviços gerais, mas exige ensino fundamental completo. Para Hustene faltou um ano. Em um minuto ela o dispensa mandando-o estudar mais. Amanda, de 17 anos, a filha mais velha, que passou a acompanhá-lo na peregrinação, está terminando o ensino médio e tem curso de computação, mas é recusada por falta de experiência. Barrados pai e filha, duas gerações despachadas para a rua. É essa justamente a parte que Hustene não entende, agarrado à ilusão de que os filhos terão um lugar por causa do diploma.
“Eu fiz latim no ginásio”, desespera-se Hustene, espiando a auto-estima estirada no asfalto. “Será que não tenho condições de passar um pano?” Não tem. É o que descobre no calçadão da cidade, diante de cada placa de oferta de emprego. “Agora precisa ter ensino médio completo para ser faxineiro”, constata. Uma cigana lhe oferece o futuro na mão, mas até para a sorte é preciso ter verba. Sem mais nada para fazer, decide pesar-se. Sobe na balança e espera. Não vê o cartaz que exige 50 centavos para registrar os 4 quilos engolidos pela expulsão do mercado de trabalho.
Refaz os quase 10 quilômetros da volta a pé, debaixo do sol do meio-dia. Vai para todo lugar caminhando, na marcha forçada que batizou de “malhação do pobre”. Já recebeu convites para se bandear para o outro lado, do tráfico de drogas às ligações clandestinas de TV a cabo. Recusou todos. A honestidade de Hustene é muito mais complexa que a mera obediência à lei, tão fácil quando se está contemplado no projeto do país e uma guerrilha cotidiana de resistência no caso de excluídos como ele. Trilhando a desesperança com o sapato gasto, Hustene é uma imagem triste, mas encarna a melhor novidade. Ao contrário da dinastia de miseráveis que deixou para trás nos sertões do Brasil, ele se recusa a participar de qualquer programa assistencial, como renda mínima, frentes de trabalho, cesta básica. Aceita apenas o salário-desemprego.
Para o brasileiro Hustene, tudo o que não vem do trabalho é esmola. “Não quero esmola nem do governo nem de ninguém. Quero é pagar minhas contas. Quero é trabalhar. Não queria nem seguro-desemprego. Não estou produzindo para ganhar esse dinheiro”, desabafa, como se não houvesse gotas do próprio suor na assistência social brasileira. “São Paulo é o coração do Brasil, acolhe todo mundo. Eu me sinto um inútil. Tou produzindo o que para São Paulo e para o Brasil?” Filho de metalúrgico, já freqüentou o PCdoB. Deixou de acreditar quando perdeu o emprego. Restou-lhe a militância silenciosa de sua devoção ao “companheiro” Che Guevara.
Nos descaminhos de asfalto que palmilha, Hustene empreendeu uma viagem de descoberta do país. Diante de cada porta fechada, percebeu que o Brasil havia desistido dele e de sua família e haviam esquecido de avisá-lo. Não é uma vaga de emprego que lhe negam, é um lugar no projeto da nação. “O que mais me dói é que não consigo emprego por exigência de estudo. Aí não vou poder continuar dando estudo para os filhos. Vão ficar pai, filhos e netos trabalhando sem educação, no serviço que aparecer. Ficaremos todos sem escolha”, desespera-se. “Eu trabalhava em escritório, tinha datilografia e escrituração fiscal. Meus filhos iam comigo trabalhar e ficavam orgulhosos. Agora me tornei analfabeto, fiquei fora da informática. Se conseguir um emprego será de faxineiro. Vou começar do zero e não estou no zero. Não sou contra a tecnologia, mas é uma concorrência desleal. E meus filhos não têm computador. E eu não terei o dinheiro para mandá-los para a faculdade. E assim estaremos todos acabados.”
Essa é a alma do precipício que as mãos de Hustene apalpam a cada dia, os dedos agarrando-se às gramas das bordas. Em março receberá a última parcela dos R$ 336 do seguro-desemprego. Depois, serão só os R$ 15 semanais trazidos por Diego, os R$ 50 mensais dos bicos de Rodrigo, as toalhas bordadas e os tapetes de crochê feitos por Estela. Em fila, os eletrodomésticos conquistados em uma vida inteira de trabalho aguardam a penhora. Nem assiste à novela porque tem “muita luxura”.
Debruçado sobre o abismo metropolitano, Hustene tem um plano: “Eu e o amigo Tião, que tem mais de 50 anos, já combinamos. Vamos fazer uma viagem até uma montanha e esperar um disco voador. “
Urbanos e preparados, os miseráveis da década de 90 enfileiram-se no exército de milhões de desempregados.
O pobre brasileiro é um personagem clássico. Sertanejo, analfabeto, barrigudo de vermes, com falta de proteínas e sobra de filhos. Pendurado no cabo da enxada, imutável como a realidade que o gerou, move-se apenas pelos pés do êxodo em busca da terra prometida. Mesmo quando a procura termina numa favela urbana, só mudou de lugar, não de sina. Tão profundas são suas raízes, tão robusta é sua mística que o Brasil parece credor de um homem só. Há, porém, um novo miserável, que tem mais educação, mais sonhos de consumo. Ele já esteve no meio da pirâmide. E foi empurrado para baixo.
PS: útimos dois parágrafos pertencem ao texto, da mesma autora, Depois da Queda.
por Rena *** 20:49
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Hoje foi melhor, graças a Deus!
E semana que vem estarei em outro lugar...que medo!
por Rena *** 20:45
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Segunda-feira, Maio 31, 2010
Se o dia hoje tivesse sido horrível, estaria bom...Socorro, vovó! Não quero ver um telefone na minha frente!
por Rena *** 17:49
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Quarta-feira, Maio 26, 2010
Como é que é?
...
por Rena *** 23:01
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Segunda-feira, Maio 24, 2010
Almoço surpresa em plena segunda-feira? Mas é muito amor!
Beijos! Te amo!
por Rena *** 22:20
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Quinta-feira, Maio 20, 2010
Amor, feliz mesaniversário pra gente! Eu te amo muito! Beijos!
por Rena *** 08:20
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Quarta-feira, Maio 19, 2010
Ontem ficou oficializado. Faltam alguns detalhes (nada básicos), mas o importante é que deu certo! I'm veeeery happy!
por Rena *** 08:10
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Segunda-feira, Maio 17, 2010
Eu quero o meu pai.
por Rena *** 22:46
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Quarta-feira, Maio 12, 2010
Salmo 103
1 Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome.
2 Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.
3 Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades;
4 quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia;
5 quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.
6 O SENHOR faz justiça e julga a todos os oprimidos.
7 Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos aos filhos de Israel.
8 O SENHOR é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno. 9 Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira.
10 Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades.
11 Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.
12 Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.
13 Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem.
14 Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.
15 Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce;
16 pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar.
17 Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos,
18 para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.
19 Nos céus, estabeleceu o SENHOR o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo.
20 Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra.
21 Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade.
22 Bendizei ao SENHOR, vós, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR.
Obrigada, querido Deus!
por Rena *** 18:24
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Segunda-feira, Maio 10, 2010
.
por Rena *** 20:25
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Sábado, Maio 08, 2010
su.pe.rar v.t. 1. Vencer: Superar um obstáculo. 2. Ultrapassar, exceder: Superar um rival.
Daqui
por Rena *** 23:14
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Terça-feira, Abril 20, 2010
Eeee!
por Rena *** 08:25
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Segunda-feira, Abril 12, 2010
A minha vez não era a minha vez.
Get in line!
por Rena *** 23:37
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Quarta-feira, Março 31, 2010
Tudo bem que sabia que não seria muito fácil. Mas tinha que ser tão difícil? Santo de casa não faz milagre, né? "Careca" de saber que uma hora escapa...eee, quando o ego não dá conta...é uma coisa horrível.
por Rena *** 07:14
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Terça-feira, Março 30, 2010
Conheça as 10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal:
1. A adolescência é uma das fases do desenvolvimento dos indivíduos e, por ser um período de grandes transformações, deve ser pensada pela perspectiva educativa. O desafio da sociedade é educar seus jovens, permitindo um desenvolvimento adequado tanto do ponto de vista emocional e social quanto físico;
2. É urgente garantir o tempo social de infância e juventude, com escola de qualidade, visando condições aos jovens para o exercício e vivência de cidadania, que permitirão a construção dos papéis sociais para a constituição da própria sociedade;
3. A adolescência é momento de passagem da infância para a vida adulta. A inserção do jovem no mundo adulto prevê, em nossa sociedade, ações que assegurem este ingresso, de modo a oferecer – lhe as condições sociais e legais, bem como as capacidades educacionais e emocionais necessárias. É preciso garantir essas condições para todos os adolescentes;
4. A adolescência é momento importante na construção de um projeto de vida adulta. Toda atuação da sociedade voltada para esta fase deve ser guiada pela perspectiva de orientação. Um projeto de vida não se constrói com segregação e, sim, pela orientação escolar e profissional ao longo da vida no sistema de educação e trabalho;
5. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) propõe responsabilização do adolescente que comete ato infracional com aplicação de medidas socioeducativas. O ECA não propõe impunidade. É adequado, do ponto de vista da Psicologia, uma sociedade buscar corrigir a conduta dos seus cidadãos a partir de uma perspectiva educacional, principalmente em se tratando de adolescentes;
6. O critério de fixação da maioridade penal é social, cultural e político, sendo expressão da forma como uma sociedade lida com os conflitos e questões que caracterizam a juventude; implica a eleição de uma lógica que pode ser repressiva ou educativa. Os psicólogos sabem que a repressão não é uma forma adequada de conduta para a constituição de sujeitos sadios. Reduzir a idade penal reduz a igualdade social e não a violência - ameaça, não previne, e punição não corrige;
7. As decisões da sociedade, em todos os âmbitos, não devem jamais desviar a atenção, daqueles que nela vivem, das causas reais de seus problemas. Uma das causas da violência está na imensa desigualdade social e, conseqüentemente, nas péssimas condições de vida a que estão submetidos alguns cidadãos. O debate sobre a redução da maioridade penal é um recorte dos problemas sociais brasileiros que reduz e simplifica a questão;
8. A violência não é solucionada pela culpabilização e pela punição, antes pela ação nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que a produzem. Agir punindo e sem se preocupar em revelar os mecanismos produtores e mantenedores de violência tem como um de seus efeitos principais aumentar a violência;
9. Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa. É encarcerar mais cedo a população pobre jovem, apostando que ela não tem outro destino ou possibilidade;
10. Reduzir a maioridade penal isenta o Estado do compromisso com a construção de políticas educativas e de atenção para com a juventude. Nossa posição é de reforço a políticas públicas que tenham uma adolescência sadia como meta.
Daqui
por Rena *** 21:13
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Segunda-feira, Março 22, 2010
Se o doce for parar na testa, nariz, mãos e vestido...é porque ficou bom!
A Isa lá pela terceira colherada:
_Eu vou querer depois mais.
E a Giulinha, depois da repetição:
_Pronto? Acabou?
_Aham..."qué" mais!
O doce (receita no Petriscos):
Aaaah, que alegria pra tia Rê! Adoro fazer uma sobremesa que agrade a todos, mas ter feito esse sucesso com as pequenas...não tem preço!
por Rena *** 22:58
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Quarta-feira, Março 17, 2010
"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle e Ele tudo fará." (Sl. 37:5)
por Rena *** 22:13
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Terça-feira, Março 16, 2010
Nossa mente é incrível, muito incrível. Não sei como tem pessoas que tentam separá-la do copo. Hoje à tarde comecei a pensar numas coisas, foi me dando uma agonia, uma ansiedade, sensação ruim...ai, ai, ai! Que estranho!
por Rena *** 19:29
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Hoje, um (acho que) chinês me passando o e-mail pelo telefone:
_"D" de dadu...
Arrisquei o "t"...e deu certo...hahahaha!
por Rena *** 19:25
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Sábado, Março 13, 2010
Pois é.
por Rena *** 21:47
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Quinta-feira, Março 11, 2010
É nisso que tenho pensado ao longo do dia. Sabe aquela sensação boa de deitar na cama, hora de dormir? Eee, maravilha!
por Rena *** 20:32
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Segunda-feira, Março 08, 2010
Tive um feliz dia da mulher! Císsimo!! Com direito a lírios ma-ra-vi-lhooo-sos e gigantescos, almoço surpresa...ai, ai!
Eu te amo, amor! Obrigada...como sempre!
por Rena *** 20:41
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Domingo, Março 07, 2010
A semana promete ser dificílima, então precisava de um bom fim de semana. E foi! Óóótimo! E que venha a segunda-feira!
por Rena *** 22:31
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Sexta-feira, Março 05, 2010
Porque é sempre bom estar de olho...
por Rena *** 07:30
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Quarta-feira, Março 03, 2010
Meu Deus, que saudade do meu pai! Queria tanto conversar com ele hoje!
por Rena *** 17:10
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"(...) sim, às vezes é bom haver alguém que nos quer ver e o diz, mas a lágrima denunciadora, já enxugada pelas costas da mão, se apareceu foi por ele estar sozinho e porque a solidão, de repente, lhe pesou mais do que nas piores horas."
"(...) que é que ganhou afinal em ter guardado silêncio durante todos estes dias e não acha uma só resposta justa, daqui a pouco talvez seja capaz de dar mil explicações, cada uma mais plausível que outra, agora só pensa que necessita desafogar-se o mais rapidamente possível (...)."
por Rena *** 08:25
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Terça-feira, Março 02, 2010
Hoje a notícia no trabalho caiu feito uma bomba. Tão assustadora que nem quis viver o pânico. Preferi pular essa parte e ir pra conformação direto. Seria demais...Deus nos acuda!
por Rena *** 20:34
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Como costuma surgir a dúvida...
o.mi.tir v.t.d. 1. Deixar de fazer, dizer ou escrever; não mencionar: omitir um fato. 2. Descuidar-se de fazer: Não omitiu nenhuma providência. 3. Deixar em esquecimento. 4. Não agir quando se esperaria que o fizesse.
men.tir v.int. 1. Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade. 2. Errar no que diz. 3. Induzir em erro. 4. Mentir. 5. Dizer mentira(s); enganar.
por Rena *** 20:27
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Eu amo esse tempo frio, céu nublado. Acho que me sinto melhor. Como sou quieta, tudo parece mais calmo e isso me agrada. É uma ótima desculpa para ficar debaixo das cobertas sem levantar suspeita de gripe, mau humor ou tristeza.
por Rena *** 20:16
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Quanto mais penso, pior fica. E tem outro jeito se não pensar muito? Será que o inverso do "se piorar, estraga" acontece e aí "se piorar, melhora"? A sensação de não saber o que fazer é angustiante.
por Rena *** 20:01
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Por quê?
por Rena *** 07:53
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Quinta-feira, Fevereiro 25, 2010
Engraçado como nosso cérebro cria "imagens" de coisas abstratas e depois temos a sensação de que já tínhamos visto, ouvido, marcado alguma coisa, passado por elas...
por Rena *** 22:20
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Domingo, Fevereiro 21, 2010
O dia ontem era tão, mas tão especial, que até teve 25 horas!
"Love is not love which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
Oh no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken."
(W.S.)
por Rena *** 21:34
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Quinta-feira, Fevereiro 18, 2010
Quando foi a última vez que perdi o sono assim? E lá se foi uma hora...
por Rena *** 03:56
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Quarta-feira, Fevereiro 17, 2010
Pela milésima vez...
"A única maneira de liquidar o dragão é cortar-lhe a cabeça, aparar-lhe as unhas não serve de nada." (J. S.)
por Rena *** 22:05
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VERBO
me.re.cer transitivo direto
1. ser digno de.
2. conseguir em virtude de seus méritos.
3. ter direito a.
4. estar em condições de obter.
5. estar no caso ou em condições de receber.
6. valer.
Direto do Wikicionário, mesmo. Mas valeu.
por Rena *** 21:53
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Somos todos neuróticos. Pelo menos eu sou. Meio controlada (Como em uma vez em que meu colega me ofereceu uma blusa vendo que eu estava morreeendo de frio e respondi "não precisa, está tudo sob controle"...e quem pode controlar o frio ou o senti-lo? Enfim, ele nem respondeu. Colega de Psicologia, olhou para mim e riu. Ri com ele.), tenho uma dificuldade sem tamanho em lidar com as coisas incontroláveis. Me angustio em pensar que o passado é inalterável e insisto em trazê-lo sempre à tona, tornando-o, definitivamente, presente. Para melhorar, minha memória é terrivelmente boa. Nossa, isso pode ser bom para algumas coisas, mas para outras...
Já sentiu que perdeu seu tempo? É horrível. Aquela velha e batida história de que o tempo não volta, o que passou, passou, foi perdido etc. e tal, pura verdade do tipo "tapa na cara". Lástima! Acho que por isso procuramos pessoas que percam seu tempo da mesma forma que nós, parece que valoriza o nosso próprio gasto. Viver é, entre muitas coisas, passar o tempo que Deus nos deu. Cada um faz o que bem entende com sua vida. E aí vamos, aos poucos, nos identificando, buscamos o que é parecido.
Somos hoje a soma do que se acumulou ao longo do tempo. Embora não seja do time da Psicanálise, dou grande valor ao passado. Talvez por isso seja tão medrosa, tomo cuidado e penso antes de fazer alguma coisa e tomar alguma decisão. Como é que eu vou saber no que isso pode resultar futuramente? Prefiro ter feito menos. Isso me custou algumas coisas, mas nada que hoje me faça falta. Me alivia a neurose não ter muito o que querer alterar no meu passado.
Hoje não estou bem. Será que eu dou conta?
por Rena *** 21:48
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Terça-feira, Fevereiro 16, 2010
Porque amo matemática: péssimo humor+lugar terrível=tragédia. Elevada à enésima potência.
por Rena *** 11:31
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Domingo, Fevereiro 14, 2010
Surpreendentemente, era um pouco diferente e pior do que eu havia pensado. E o estômago queima, a garganta arde e a cabeça dói.
por Rena *** 22:13
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Sábado, Fevereiro 13, 2010
"Não faltam motivos para pensar que quanto mais intentemos repelir as nossas imaginações, mais elas se divertirão a procurar e atacar os pontos de armadura que consciente ou inconscientemente tínhamos deixado desguarnecidos."
por Rena *** 23:41
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Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010
Meio ano. Passou assustadoramente rápido.
por Rena *** 21:49
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Às vezes eu queria ser besta. Ai, ai, ai...
por Rena *** 21:45
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Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010
Todo o glamour da minha colação de grau...hahahaha!
A verdade é que Deus é maravilhoso!
por Rena *** 23:04
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Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010
Horas benditas, santas e felizes são as que passo junto a Ti, meu Deus.
Ó, Mestre amado, Criador divino, do santo sábado Tu és senhor.
Busco Tua face de manhã bem cedo, pois Tuas bênçãos quero receber.
Ó, Mestre amado, Criador divino, do santo sábado Tu és senhor.
E logo à tarde, quando o Sol se esconde, quero, prostrado, aos Teus pés estar.
Ó, Mestre amado, Criador divino, do santo sábado Tu és senhor.
por Rena *** 19:51
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E ao passar em frente à Liverpool o coração apertou. Lá se foram quase seis meses.
por Rena *** 18:40
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5>25
por Rena *** 18:35
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Sexta-feira, Janeiro 29, 2010
Enfim, as pessoas preferem...o que elas preferem. E o que é que se há de fazer?
por Rena *** 18:13
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Segunda-feira, Janeiro 11, 2010
Seria hoje...e a saudade fica mais triste por isso.
por Rena *** 08:26
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"(...) minha mente gira como um ventilador."
por Rena *** 08:26
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Quinta-feira, Janeiro 07, 2010
Ai, ai...
por Rena *** 21:16
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Terça-feira, Dezembro 15, 2009
Ontem foi meu último dia de faculdade. Demorou tanto que por vezes pensei que não fosse chegar...
Quanto tempo!
por Rena *** 21:54
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Domingo, Dezembro 13, 2009
Ah, o amor é lindo!
por Rena *** 23:51
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Quinta-feira, Dezembro 10, 2009
Só os dias é que passam.
por Rena *** 07:17
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Quarta-feira, Dezembro 09, 2009
Não posso não saber ou não ter o que fazer! Ai, ai, ai, Renata!
por Rena *** 19:06
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Segunda-feira, Dezembro 07, 2009
Do que foi dito, pensado e calado, ficou a comparação. Terrível.
por Rena *** 23:18
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Sexta-feira, Dezembro 04, 2009
Se nem assim ele desistir de você...é amor...haaaaaaaaaaahahahaha!
Mereço esse olho? Ai, ai, ai...
por Rena *** 20:47
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Quarta-feira, Dezembro 02, 2009
Os aniversários de dezembro aqui em casa (agora falta minha mãe) confirmam o final do ano. E o fato é que eu não quero que chegue janeiro...
por Rena *** 23:42
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Hoje é aniversário da Rô. Para mim, a bombom! Que essa figura nos anime com muitas e muitas "histórias da semana" por vários anos...
por Rena *** 23:41
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Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Hoje recebi astromélias vermelhas...que coisa linda! Melhor do que um presente numa data especial, é uma surpresa incrível que torna um dia comum em extraordinário.
Amor, eu amo tuas surpresas! Você é tudo! Mil beijos!
por Rena *** 22:08
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Segunda-feira, Novembro 23, 2009
por Rena *** 08:39
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Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Um mistério desvendado!
Quem dá nome aos esmaltes?
por Rena *** 03:36
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Estou indo viajar! Que coisa boa!
Bom feriado para você!
por Rena *** 03:29
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Segunda-feira, Novembro 16, 2009
por Rena *** 07:43
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Quinta-feira, Novembro 12, 2009
"_Não dá para chamar ela pelo microfone?
_...nós não temos um microfone..."
por Rena *** 22:53
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Domingo, Novembro 08, 2009
Acabei de ver a previsão do tempo para hoje. Deus me ama! Domingo chuvoso, com mínima de 20 ºC e máxima de 24 ºC! É que eu fico péssima no calor, não consigo fazer prova de jeito nenhum! Nem acredito que, depois de um dia como ontem, hoje o tempo ficará assim...Deus é maravilhoso!
por Rena *** 08:07
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Hoje vou fazer o ENADE. Quero tanto ir bem...
por Rena *** 08:03
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Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e de ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.
(Fernando Pessoa)
por Rena *** 22:33
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Segunda-feira, Novembro 02, 2009
De que adianta fazer planos, né? No domingo era para ser uma coisa, foi outra. Hoje, a mesma mudança de planos...só que para melhor!
Amor, gosto tanto de poder passar o dia com você! Te amo muito! Beijos!
por Rena *** 23:24
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Terça-feira, Outubro 27, 2009
Eu amo surpresa! Sempre! Estou muito feliz!
por Rena *** 23:35
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Quinta-feira, Outubro 22, 2009
Eu amo surpresa!
por Rena *** 23:00
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Terça-feira, Outubro 20, 2009
Porque faz bem abraçar árvore de vez em quando.
por Rena *** 20:42
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Sexta-feira, Outubro 16, 2009
Foram semanas muito difíces. Não consegui não pensar no meu pai, nem acho que devo tentar. É que realmente fiquei bastante triste. Quis que ele estivesse aqui em muitos momentos. Não atendi o telefone dele, não queria falar sobre isso. Fiz questão de passar pelos nosso aniversários o mais tranquila que pude...mas está difícil.
Amanhã vou me vestir e ele não dirá que estou bonita. Não vai me chamar escondido na cozinha e dizer que fez o almoço pensando em mim. Nunca mais vou comer pão de queijo quentinho que ele trazia sábado de manhã correndo para que desse tempo de eu comer antes de sair; ele sabia o quanto eu gostava. Não vou mais ouvir as histórias - repetidas centenas de vezes - sobre as suas viagens malucas de quando era jovem. Não verei mais seu olhos cheios de lágrimas ao nos parabenizar por alguma etapa cumprida em nossas vidas. Ele não estará presente em minha colação de grau daqui alguns meses, casamento, nascimento dos meus filhos, natais e festas de todo tipo. Não posso mais dizer a ele o quanto gosto do perfume que ele usava. Não vou mais ter que me virar para mostrar que "nããão, pai, não cortei muito o cabelo, só tirei as pontas". Não vou mais poder perguntar se ele gostou do meu sapato ou roupa novos. Em mais nenhum cartão virá aquele "Papai" com um rabisquinho embaixo.
Para sempre sentirei a falta dele.
24/12/2008
por Rena *** 21:14
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Terça-feira, Outubro 06, 2009
Sim, foi a miiinha vez de soprar a velinha. A vigésima terceira (puxa!), na verdade. Foi um bom dia, o saldo foi positivo. Até pendurei bexiga em casa. Nisso que dá não ter o que fazer, né? É que deu vontade. Bom, saímos à noite, gostei muito. Fomos lá na pizzaria "Dona Redonda", que, a propósito, recomendo.
Eder e eu.
Jô e eu.
O casal mais fofo do planeta, Sol e Redson.
Fer e Dani.
,
Flá e Rodrigo.
Hmmm...
Eu assumo tudo, gosto tanto dessas velinhas!
Puxa vida, esqueci de fazer um pedido!
Eu sou brasileira e não desisto nunca.
Entendendo o porquê de as velas chamarem teimosas.
Daniprimo
Fiz, cortei e servi meu próprio bolo. Pois é.
Minha mãe num momento "should I stay or should I go" encarando o pedacinho de bolo que servi para ela.
Muita delícia!
A Rô também estava, lógico, mas não gosta de certos tipos de registro...
PS: quanta falta!
por Rena *** 16:01
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Quinta-feira, Outubro 01, 2009
Hoje é aniversário da Flá. Parabéns para ela!!
Bom, está aberta a sessão dos parabéns.
por Rena *** 19:50
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Terça-feira, Setembro 22, 2009
por Rena *** 16:19
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Sexta-feira, Setembro 18, 2009
Ontem de manhã:
"_Alô.
_Bom dia! Por favor o Edson."
É incrível o quanto ainda é difícil. Essa semana foi meio difícil, não consegui me segurar na hora de explicar por que não seria possível falar com ele. Muita saudade!
Hoje me deu muita vontade de olhar para trás quando saí para trabalhar, mas sabia que ele não estaria na janela para me dar tchau, como costumava fazer todo santo dia. Então achei melhor não. Deu um aperto!
por Rena *** 17:15
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Quinta-feira, Setembro 10, 2009
Agradeço a Deus por esse bom dia. Pensei que seria pior, mas não. A lembrança não deixou de ser constante, mas novamente sem desespero. Fico feliz em ter aqui em casa um clima leve, sem a cruel necessidade de remoer um passado perdido na tentativa de compensar um tempo mal aproveitado, fantasiado de um luto mais pesaroso do que os sentimentos que nos vêm ao longo do dia.
Nossa fé não se limita às coisas deste mundo. Nossa esperança é no futuro. Do passado quero apenas as boas lembranças. Meu pai deixou várias. E isso ninguém tira de mim, nem mesmo a morte.
"(...) poderá perguntar Morte onde esteve a tua vitória, sabendo no entanto que não receberá resposta, porque a morte nunca responde, e não é porque não queira, é só porque não sabe o que há-de dizer diante da maior dor humana."
por Rena *** 23:12
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Os dias passaram tão rapidamente. E a saudade só aumenta. Ele faz falta a cada minuto.
por Rena *** 08:10
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Quarta-feira, Setembro 09, 2009
Foi o último Dia dos Pais. Não podia deixar de vê-lo. Naquele dia, a esperança não me deixava enxergar o que já era bastante claro. A notícia veio de madrugada.
por Rena *** 18:21
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Sexta-feira, Setembro 04, 2009
Sei que de nada adianta ficar marcando datas, mas é inevitável. Há exatamente um mês, inclusive por volta desse horário, ouvi a voz do meu pai pela última vez. Foi a última vez que ele conversou comigo. Oramos juntos. Eu ainda falei com ele por mais cinco dias, mas as circunstâncias eram outras e bastante diferentes.
Não tem sido fácil. Não aguento mais chegar em casa e ele não estar aqui.
por Rena *** 17:08
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Quarta-feira, Setembro 02, 2009
Hoje faz um mês que vi meu pai em casa pela última vez. Cheguei de viagem e tudo já estava acontecendo. Enquanto meu cunhado e meu tio ajudavam meu pai, que não estava muito consciente, a levantar e andar até o carro, ele parou, olhou para mim, que já o esperava no elevador, e me deu duas piscadinhas como quem diz "calma, está tudo bem", embora estivesse mais do que claro que não, não estava. Até quando suas próprias pernas não lhe eram suficientes ele quis que eu não me preocupasse. Ele sempre cuidou de tudo. Que falta ele me faz!
por Rena *** 23:00
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"(...) poderá perguntar Morte onde esteve a tua vitória, sabendo no entanto que não receberá resposta, porque a morte nunca responde, e não é porque não queira, é só porque não sabe o que há-de dizer diante da maior dor humana."
"Não se rale, senhora morte, são cousas que estão sempre a suceder, nós aqui, os seres humanos, por exemplo, temos grande experiência em desânimos, malogros e frustrações, e olhe que nem por isso baixámos os braços (...)."
por Rena *** 00:14
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Quinta-feira, Agosto 27, 2009
Que saudade do meu pai.
por Rena *** 21:37
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Quinta-feira, Agosto 20, 2009
...
por Rena *** 23:58
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Terça-feira, Agosto 18, 2009
Faz duas semanas que falei com meu pai pela última vez. Nós dois não sabíamos, não esperávamos e muito menos queríamos. Tenho certeza de que Deus, que desde o início sabia como as coisas se encaminhariam, permitiu que meu pai suportasse, ainda consciente, até terça-feira retrasada para eu ter a oportunidade de conversar com ele. Em momento algum pensei que aquela seria a última vez. Disse para ele melhorar logo. Oramos juntos. Chorando (nessas horas não consigo evitar), disse o quanto o amava. Mal vejo a hora de revê-lo!
De forma alguma pretendemos "canonizá-lo" agora. Mas, ao longo dos anos, acho que consegui compreender meu pai. Tantas vezes tããão bravo e em muitas outras tão sensível, costumava defini-lo como sobrevivente. Acho que o que o tornou forte foi a vontade de fazer tudo ao contrário daquilo que haviam feito com ele. Se não fosse bravo, creio que seríamos mimadas, pois tudo o que estava ao seu alcance, ele fez por nós. Por mais que eu não gostasse de admitir, ele me conhecia muito bem.
Meu pai me ensinou muitas coisas. Eu me lembro de ele me ensinando as capitais do Brasil quando eu era pequena. Tinha até chamada oral! Ele sempre incentivou meu gosto pela leitura. Brincava comigo dizendo o que tinha comprado no supermercado - como quem não queria nada - só para eu cozinhar o que ele estava com vontade. Quantas vezes não fomos andar na ciclovia aos domingos, quando fechavam a Av. Juscelino Kubitscheck (êêê, anos 90); nós quatro de bicicleta e ele caminhando, seeempre de olho. Falava todo ciumento que colocaria estricnina na comida do meu marido. Foi o melhor Papai Noel e Coelhinho da Páscoa (conseguiu me enganar até nessa última Páscoa, com pegadinhas de farinha e tudo mais) do mundo. Dava opinião sobre nossas roupas, sapatos e até maquiagem. Abriu mão de muitas de suas vontades (e de coisas mais essenciais também) para fazer as nossas. Quando pequena, levantava à noite para me levar ao banheiro sem nunca reclamar. Dividia comigo o gosto pelo valerato de betametasona (I love Betenovate) e o pavor a compras parceladas. São tantas lembranças boas. Essas que quero guardar. Infelizmente, temos poucas fotos. Geralmente era ele quem estava atrás da câmera, que brincávamos ser a quinta filha dele. Aliás, irmãos adotivos não nos faltaram...
Puro coração. É o que ele era. Tinha sangue nas veias. Ajudou no que pôde. Foi um pai incrível. Sustentou e defendeu minha família com unhas e dentes e sempre nos confiando a Deus (Tinha um relacionamento muito próprio com Ele. Questionamentos constantes e uma confiança que o permitia saber que bastava pedir que seria ouvido. Estou certa de que meu pai entregou a sua vida nas mãos dEle). Espírito guerreiro, nunca desistiu de nada. Lutou até o último momento. Conseguiu nos ensinar mais essa lição, a despeito da situação em que se encontrava. Me orgulho dele e sei que ele se orgulhava de mim. Agradeço a oportunidade que Deus me deu de poder ter tido aquele momento de despedida e por eu ter, em Jesus, a oportunidade de um dia abraçar meu pai novamente.
por Rena *** 18:10
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Segunda-feira, Agosto 17, 2009
"Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi"
por Rena *** 22:29
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Quarta-feira, Agosto 12, 2009
Caneta com cheirinho...explicado?
por Rena *** 23:25
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Terça-feira, Agosto 11, 2009
Em meio a tanta dor, encontramos palavras e pessoas que nos fazem sentir o abraço de Deus.
"Permita-me a ousadia de algumas palavras. O Edson foi embora para a alegria dos homens do céu, que recebem uma pessoa extraordinária. Tive a honra e a alegria de conviver com ele. Não encontrei, em décadas de vida, ninguém que amasse tanto a família quanto ele. O orgulho dele em relação a cada uma das filhas era algo descomunal. Compartilhei o choro dele em momentos difícies. O choro de um homem com H maiúsculo. Nós o perdemos fisicamente, mas ganhamos um protetor, ganhamos um espírito elevado, ganhamos luz, porque ele era luz.
Queira aceitar e transmitir às suas filhas e parentes meu afetuoso abraço."
(J.C.)
por Rena *** 09:12
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Sábado, Agosto 01, 2009
"Estou indo que é para poder voltar. Mas abriria mão do poder voltar para não ter que ir.
Saudade, amor!"
De novo. Que droga!
Lááá no longe...
por Rena *** 09:39
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Sábado, Julho 25, 2009
Estou indo que é para poder voltar. Mas abriria mão do poder voltar para não ter que ir.
Saudade, amor!
por Rena *** 00:30
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Segunda-feira, Julho 20, 2009
É hoje! Ufa!
por Rena *** 08:19
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"É melhor ser alegre que ser triste..."
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de Alencar - O Guarani)
"Amigo é um irmão que a gente escolhe."
"A gente não percebe o amor que se perde aos poucos sem virar carinho.
Guardar lá dentro, o amor, não impede que ele empedre, mesmo crendo-se infinito.
Tornar o amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém." (Nando Reis - Quem Vai Dizer Tchau)
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loving you always,
always. Here I am and I'll take my time, here I am and I'll wait in
line always.
Always."
"That iron bars and heavy chains can never hold us
captive.
For the Son has made us free and free indeed."
"Com o andar dos tempos, (...) fizemos dos olhos
uma espécie de espelhos virados para
dentro, com o resultado, muitas vezes, de mostrarem eles sem reserva o
que estávamos
tratando de negar com a boca." (José Saramago - Ensaio Sobre a
Cegueira)
"Prefiro ser eu mesmo; eu mesmo e desagradável.
E não outro, por mais alegre que seja." (Aldous Huxley - Admirável
Mundo Novo)
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